segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

o texto das 3 palavras

ainda presa e perdida entre os pertences e não pertences

o lugar a que não pertence, que nunca teve segurança suficiente para enfrentar enquanto seu.

os costumes a corrompem.

a solidão que apavora.

as flores lhe fazem companhia assim como o bracelete que ganhara para achar sua fortaleza, ou alguma primeira desculpa.

pra começar.
algo pra lhe dar força

inventar motivos, só que dessa vez pra enfrentar o que for.

ela mesma.

ressignificações.

assim vamos.

saudade do que não há, não está.

óbvio, sabe-se disso.

vontade de fuga para qualquer lugar que não nela mesma. esse lugar vazio e pronto ao mesmo tempo.

qualquer voz que a ajude a se construir, como vê acontecer com tantos por aí.

espera o começo das aulas.  muito por desespero do que por desejo.

ver pessoas, mesmo que as que um dia rejeitou de alguma forma. não serviam.

superação. muito além da simples e depois muito complexa anulação do seu próprio eu, a sua mais delicada beleza que quer explodir de si mesma.

as flores que sempre cheiram para fora de seus gestos quando alguém lhe chega perto.

o botão que insiste em se conter em abrir ao ver o sol chegar.

ainda noturna.

o carinho pelo que foi ainda lhe resta.

deixou ir, mas prega seus pés no chão para não cair. prende suas mãos também.

por hora dói. e só dói. a ansiedade, o desamparo, a carência doentia, porque faz mal.

e as tarefas são tantas. dentro e fora de casa.

hora de rever os conceitos. do que foi, do que quer que seja de fato.
e a maneira de como fará daqui pra frente.

enfrentamento.

buscar coisas e mais ainda, que lhe interessem para si mesma, pra mais ninguém.

ao som de Ceumar ela começa a reassumir seus sentimentos e profundezas. quer não voltar a ser doente, mas quer voltar a ser gente.

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