quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

enfeite confete encontro

Foi como recriar um mundo
Onde podia rodopiar
Ninguém pra criticar, proteção.

Ninguém a veria também.

Correndo com seu vestido colorido,
pelas ruas a sorrir sem olhar pra trás.
Como livre de tudo que sempre quis.

Enfeites que criou. No seu próprio rosto
desde sorrisos até cambalhotas, pintadas em risos largos

Pena talvez ter passado carnaval. Temporada.
O confete da festa já no chão, sem brilho, sujo.
Passou como tudo passa um dia, segue passageira, passeante, passeata.

Pisada, passante, passista.
ao encontro do que nunca foi
A poesia que lhe sopra de ventos desconhecidos até então.

Vai descobrir. Talvez não.
Segue ao encontro, da vida que por tanto tempo lhe faltou.
Vinte e três anos, três meses, três dias e três horas e nove minutos..

Penou. Mas se encontrou. Basta para cantar
mesmo que quieta, silenciosa melodia não mais pra ninar
qualquer medo, qualquer tristeza, mas pra acordar!
Toda alegria, toda vida que há.

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