domingo, 4 de dezembro de 2011

"Em caso de dor ponha gelo"

Será que engolir um gelo
faz sarar a dor no peito?
o estômago é amigo do coração,
talvez pela proximidade se conversem tão bem

e de tanto amor nessa amizade
se compreendem
dividem entre si as vezes, a mesma doença.

vou lá pegar um gelo.

Sabiedade

E como saber ser merecedor?

De tudo que recebe?
De fazer jus ao que sabe ter?
De dizer ao mundo o que tem, se gabar...
Como saber?

Quando perdemos uma parte descobrimos a nossa própria arrogância.
De achar que tínhamos tudo
e de querer conquistar, talvez, o mundo.

Não me interessa.
O que nunca me interessou
no ser humano em geral.
Desde a criança mimada sem lições,
talvez sempre espelho do que já se viveu...

Até o velho rabugento, com raiva do mundo,
sem ver que sua rabugentisse começa por ele mesmo..
o mundo não tem culpa, o mundo não sabe.

E a raiva que começa na gente
por motivos outros, que não nossos
a raiva que enraizada nas veias nossas..
a raiva do mundo, a raiva do que puderam, mas que não foi suficiente.
a raiva, a inconformação..

esquece-se que tudo parte de nós..
e que o mundo não sabe, o mundo não tem culpa
as vezes, nem o próprio culpado tem mais culpa
já se passou o tempo de se reinvindicar alguma coisa
e o julgamento não foi feito na hora devida,
sendo assim, nem o próprio culpado tem culpa
deixamos passar..

porque a raiva então.. continua?
e continuamos a descontar no mundo, enfim, inocente
o que nos é tão nosso, de profundo, de pessoal?

colar uma parte do diário no peito.
escancarar pro mundo só a sua dor,
esconder sua beleza, não vai ajudar em nada

o mundo não tem culpa.
o mundo não sabe.
nem tem tempo, talvez, pra saber.
você sabe, por hora, deveria bastar.
pra saber o porque age do jeito que age.. e ser melhor, não pior.

queria que a vida fosse fácil de praticar
como é fácil de escrever.. de sonhar..

sai, tristeza, que agora eu vou lá viver..!

e as vezes, não tem jeito, o jeito é seguir sangrando com o riso no rosto.
a gente nunca se engana, mas pelo riso do outro, as vezes compensa a alma que se acalma com a alegria que podemos causar.. ao invés de criar guerras desnecessárias onde ainda existe uma migalha de paz.

sábado, 3 de dezembro de 2011

..

às vezes a gente só tem medo de não ser visto.

de não conseguir se fazer visto, enxergado, existindo.

enquanto extensão do seu próprio eu, não do outro.

é preciso mais que olhos pra ver, é preciso coração
presente e aberto.

o maior erro talvez seja acreditar que isso é único seu.
as outras pessoas talvez sintam a mesma coisa
e só manifestam de formas diferentes..