sábado, 30 de julho de 2011

confia

voava traiçoeira
(re)pousou confiante

quarta-feira, 27 de julho de 2011

come with a little... calm

medidas básicas
metade vida metade nada
minha que pede
minha que salva
meu salve pros saltos!

nada me sara
nem me salva
de mim
dessa minha natureza
existe forte
pulsa, pensa, cria!

sirva-se, venga!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

de pende

querer ajudar, e as vezes, acabar por fazer só mais estragos.

D.L.

Na língua, gosto de menta da bala de hortelã. Na ponta dos dedos, pedaços de cartas queimadas, frescas, quentes. Minhas, suas, nossas. (...) Hoje parei para não mais te ler. Parei para continuar. Não tem como seguir sem isso. Não tem como partir. Partilhar minha vida com outro alguém. Com outros alguéns. Quem dera fosse verdade a queima das letras. Como se as palavras fossem sumir com as cinzas... Como se as lembranças fossem apagáveis.. Hoje sou outra sendo a mesma. Coisa clichê, quem não sabe? É óbvio, mas são nas obviedades que se descobrem coisas geniais. Grandes coisas só são perceptíveis depois que longe.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

xícaras

two
duas
dos

para compartilhar
um café
coffee
tea
chá


inté ^~

vem me visitar!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

distância

"Saudade"
E essa palavra me traz muitas coisas. Umas boas, que fazem sorrir e ao mesmo tempo quase chorar...
Umas ruins que é preferível nem puxar a cordinha da lembrança.. essa parece não ter fim.

Certas coisas dóem ler, sentir, não saber. Outras dóem porque sabemos.
Ainda me questiono sobre o amor. Os amores e suas intensidades. Seu eterno. Sua não-morte, mesmo com o luto.

As palavras que dançam assim, quando querem sair de mim.. São como o amor que senti e sinto por muita gente. Cada um a seu modo, cada um com seus "band-aids", com seu peso, sua leveza, sua dor.
Nada morre. Tudo continua. Aqui, ali, aí. As coisas se transformam, fato. Nós nos transformamos, os sentimentos diminuem, aumentam, queimam, rasgam, acalmam, enobrecem, dilaceram, enlouquecem.

Ainda acho estranho pensar sobre sentimentos. Algo que sempre quis controlar. Tarefa difícil. As vezes perco o controle total, eles me dominam e isso me desespera.

Algumas decisões são tão importantes quanto as não-decisões de algumas pessoas. E no fundo é tudo a mesma coisa. Inventamos desculpas mil para fugir. De quê? Pergunta difícil de responder. Leva mais que uma dúzia de vidas para responder... E quem sabe nem assim?

Distância escolhida, acolhida. Não é o que se pensa, não é o que se vê. É sempre muito além e isso mata. De um jeito cruel. Mas é melhor que mentiras. Coisas ditas que na prática se analisado não faz sentido algum.

Cada um tem seu tempo, cada um tem seu ritmo, seu caminho... E eles se cruzam. Eles se marcam. Eles seguem, mas fica um pedaço, fica o rastro, o passo, o pisão, o caminhar, a firmeza, o tombo, o tropeço, o equilíbrio do que não foi e o que aconteceu.

Já não sei se esse equilíbrio me é possível. E o medo toca a campainha. Sai correndo.

Sempre nas redondezas, faz travessuras. Não ganha doces.

Incerteza. Distanciamento, acabe com ela, me ajude, me segure. "Proteja-me do que eu quero".

quarta-feira, 13 de julho de 2011

mesmo que

mesmo que tudo se torne
torto
no entorno
torto
tonto
em torno
do vazio da alma alheia...

mesmo que a alegria
falseie
te odeie
ia


nada pára
nem você


so, person, go ahead!

[a head]
[a rédia]
[a rede]
[a red]
[die...
lie]

fim da linha
line
li[n]e

não tem graça

quando a via é de duas mãos
não tem graça andar na contra-mão

di

dormir sem pensar
comer sem sentir

para dar
pa ladar
pala dar
pá-radar

terça-feira, 12 de julho de 2011

=l

Ela Adora Nina Becker
Ela quer tudo
Sempre tudo agora
Ela não gosta de esperar

Enquanto pensa se vai ou demora
Atende o telefone e veste a roupa

Ela chora
Vai embora
Vem pra cá
Não dá bola
Tá na hora de brincar

Ela responde a tudo com beleza
E o tempo mandou avisar
Que o que virá será sempre surpresa
Que leva pr'um outro lugar

Ela acorda
De manhã e vai cantar
Ela adora
Se perder e procurar

Ela recobre tudo com beleza
E o tempo mandou avisar
Que o que virá será sempre surpresa
Que leva pr'um outro lugar

Ela acorda
De manhã e vai cantar
Ela adora
Se perder e procurar

Joga fora
O que já não serve mais
Na vitrola
Canambá (?) tocando jazz

mi

"os seus olhinhos sempre tem, meu bem, aquela luz da aurora da manhã" [Nina Becker]

terça-feira, 5 de julho de 2011

pedaços

sabe quando minha
tua
seu
vira meu?

sabe quando nada
quer
nada
tudo
ao mesmo tempo
estático?

sabe quando junto
acompanhado
sozinho
demais?

sabe quando carinho
bastante
presente
felicidade
tristeza?

sabe quando oportunidades
vem
pega-se
agarra-se
suga-te
sufoca
mata?

sabe quando mente
pra não
sabe
todos
ninguém
solidão?

sabe?
entende?
não quero..
você
entender
passa
nada
mentira
importância

isola

cada um....

somos todos um.
nada.
solidão
imensa
imensidão
perda
perdidos
filhos...

caminho
força
forçado
força-te
força-me
forçamos

mata.

alegria
raridade
cala
(midade)

negação

LRMTPK**

tanta coisa
nada
tudo junto
nada ao mesmo tempo
tudo lembrança
um presente
nenhum pedaço
meio
inteiro
caminho
sina
traço
rasgo
lágrima
chora
choro
choro
dor
perda
perdidos
perdida
perdão
calma
ria
abraço
dolorido
carinho
imensidão
grata
gratidão
grande
demais
intenso
intensidade
idade
igual
diferente
diferenças
distante
distância
distanciar
dimensão
diminuir
cabe
coube
encaixe
tesão
parte
metade
dois
um
nenhum
solidão
abandono
medo
tristeza
melancolia
encolhe
recolhe
afasta
bate
chora
chore
sofre
cofre
senha
cara
caro
claro
escuro
escuridão
labirinto
monstros
dimensão
intensidade
mesmo
repetição
nada
nado
mar
engole
sal
água
violência
solução
olhos
fecha
abre
diz
cala
mente
sente
conversa
fechadura

chave
clave
clama
chora
integra
ação
movimentos
claro
esclarece
dia
noite
amor
amigos

solidão

problemas
família
caminhão
areia
menina
menino
menina
menino
menina
peso
velha
velho
memória

solidão

isola
isolo
insossa
insólida
sólido
solidão

sozinho
junto
separado
junto
separa
separação

cala
mente
sente

intensidade

irmão
irmandade
brincos
brinca
brilho
brigas
brindes
bronca
tapa
chinelo
amarelos
vermelhos
preto

carinho
luz
sabedoria
caminho
diferente
ilusão

solidão

traído
traída
vida
mentiras
real
irreal
sonho
real
soma
coma
fome
saciou
social

coletivo
invasivo
pertence
não-pertence
muito
demais

nada.

não.

PKV

Porque tem tanta coisa acontecendo agora.
Porque a vida não dá o tempo, não tem pique, não tem pausa.
Porque tem dia que mal respiro. Piro. Repiro.
Porque tem dia que já quer ser noite (culpo a vontade e a não vontade).
Porque tem dias que não se quer nada.
Porque temos fases ruins.
Porque elas um dia passam.
Porque quando passa parece que foi menos difícil.
Porque quando se está vivendo a fase difícil parece a mais difícil de todas.
Porque são muitos detalhes.
Porque nunca é uma coisa só.
Porque as vezes parece ser uma coisa só.
Porque geralmente não é tão simples.
Porque uma justificativa (as vezes) não justifica.
Porque as vezes nem várias.
Porque sim não é resposta.



Porque são muitos porquês.

Demasia

Quando as pessoas não valorizam o que é seu e quando é a vez delas sabem bem exigir o valor que não souberam dar.

Isso, por vezes, magoa.

(Principalmente quando é com pessoas que são importantes para você...)

domingo, 3 de julho de 2011

ela ia..

Caminhou a noite inteira..
Sem rumo ela prosseguia..

Chegou onde menos esperava.
No lugar onde um dia desejou nunca ter saído