quinta-feira, 30 de junho de 2011

férias

E nesse inverno.

"O  que será que será?"

segunda-feira, 27 de junho de 2011

(Fruits Basket)

"(...)Às vezes o arrependimento deveria preceder as ações" Ayame

dois trechos de "todos os verbos"

"Errar é útil
Sofrer é chato
Chorar é triste
Sorrir é rápido
Não ver é fácil
Trair é tátil
Olhar é móvel
Falar é mágico
Calar é tático
Desfazer é árduo
Esperar é sábio
Refazer é ótimo
Amar é profundo"

"Pensar é ser humano
Fantasiar também
Nascer é dar partida
Viver é ser alguém
Saudade é despedida
Morrer um dia vem"


http://www.goear.com/listen/cfd0ad7/todos-os-verbos-zelia-duncan

recomendo ouví-los saltar pela Zélia [Duncan]

mágico

ela pensava nele..
chorava sua dor...
o telefone não parava de tocar, ela não queria atender imaginando quem poderia ser
era ele no telefone...

ela perdeu a chamada
ia fingir uma gripe com a voz de choro

....

e agora sim toca-lhe ao telefone quem não queria atender..

domingo, 26 de junho de 2011

Esse tempo...[nuvens..]

Hoje ele amanheceu comigo, nublado.
Tudo está em demasia confuso.
As coisas se fecham para poder buscar o que falta, o que faltou.
Gosto quando o tempo compartilha dos meus estados.
Por mais que não seja a intenção.
Por mais que não tenha a intenção.

Eu gosto de acreditar.
E acredito.

sábado, 25 de junho de 2011

Peças

[Grupo Clowns de Shakespeare, de Natal - RN, com a peça "Sua incelença, Ricardo III"]


E toda vez é a mesma coisa
Eu sempre volto assim das peças de teatro..
Quero cantar, quero dançar, quero atuar, quero fazer figurino...
Quero o mundo, não é mesmo?

Ao mesmo tempo que parece estar aqui, nas minhas mãos
me parece TÃO DISTANTE...

Fico pensando se é medo ou se é real.
Vergonha? Talvez.
Mas a vontade é sempre e cada vez mais forte que a vergonha.

Aquela luz de palco, estar lá, receber os aplausos ou as vaias, a reação do público, estar lá, do outro lado.
Saudade de subir num palco...

Sorrir ao final de tudo e depois de tantos ensaios, os minutos em cima do palco.. Os bastidores, a saudade quando tudo acaba e a cortina se fecha... Saudade dos risos, do esforço, do treino, do aprendizado, dos erros, de tudo que se passou no processo até chegar o grande dia: o dia da apresentação!

Peças..
me pregam essas peças sempre..
me alimentam o sonho.

Sendo que segunda... tudo recomeça. Dói.

Me peça, me implore, não funcionará..
Essa minha paixão.. essa minha esperança, o brilho nos olhos
o sorriso da alma.. o arrepiar da pele, a vontade de participar, de ser parte desse universo rico...

Posso nunca ter dinheiro tanto quanto eu gostaria, mas essa riqueza nunca me falhará, nunca me faltará. Morro por falta de dinheiro, não de sonhos. Morro quando o sonho se esgotar por aqui.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

so tired

eu não quero mais engolir esse mundo....

deixa eu cuspir ele..
chega de batatas...!

deixa eu deixar de fazer...
deixa eu ser livre..

e essa liberdade democrata falsa...
me mata.

condenados a ser livres.. é o que alguém disse que somos..
poisé.
merda de condenação.
se for essa liberdade. a grande e famosa liberdade.. puff...
ou somos muito burros ou cegos demais.

ou cansados.

é. talvez só cansados.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

ganância

Ganância
Ansiedades
Ganas de...
ânsia.

Cia.


E penso as vezes
que o mundo rodou tanto
mas ainda tem muito por rodar
que o mundo gira, gira e eu não chego até você.

Porque certas coisas demoram a acontecer..

Seja lá o que for.

terça-feira, 21 de junho de 2011

do msn da Maf:

frase do status:
"somos eternos insatisfeitos e por isso vivemos"

e não é que até que faz certo sentido?? ^~

*esperança

Línguas

[do Sketchbook de Titi Freak]

Ontem voltando para casa, de noitinha já..
Da rodoviária para o terminal de Londrina - PR.

Dentro do ônibus que vai da rodoviária para o terminal central:
Uma moça japonesa e um moço gaijin mesmo.(Brasileiro aparentemente, digo isso pela fisionomia)
Falavam só em japonês..
Primeiro aquela estranheza inicial, de ser algo diferente do que estou acostumada a ver e ouvir todos os "santos" dias.
Depois me bateu uma invejinha, um "também quero" falar assim, fluente, japonês.
Entender o que meus avós falam quando se empolgam contando uma história...

E me deu uma coisinha ruim dentro do sentimento de incompetência.
Comecei um curso de japonês básico na UEL, no Centro de Cultura Japonesa, isso logo no meu primeiro ano de faculdade, mas né.. não é tão simples quanto estudar inglês, espanhol, italiano, que o símbolo é o mesmo, as letras não são as mesmas no japonês.. A cultura é totalmente diferente da nossa aqui. E esses meus olhos puxados... As vezes sinto vergonha e nem sei direito dizer o por quê ou de onde ela vem... Talvez eu não queira descobrir, porque quem procura sempre acha. Não é mesmo?


Isso me lembra também o fim de semana que passei com o namorado em Maringá.
Curso de Medicina, intensivão de termos e matérias que nunca ouvi falar senão com ele.
Assim como ano passado me meti com o pessoal de Arquitetura da UEL para montar um evento juntos, eles também são um curso integral e puxado. Os termos são outros, a intensidade das conversas que envolvem discutir coisas dos cursos, trabalhos a entregar, seminários para apresentar. E ainda tem o curso de Música da UEL, que tive contato através do Projeto Sem Fronteiras que participei ano passado, conversando e convivendo com eles, percebi o quão distante somos mesmo sendo da "mesma área": Artes.

Faço Artes Visuais (Educação Artística com ênfase em Artes Visuais, enfim, que seja, é Artes).

Em como vamos nos alienando cada vez mais do universo total. Treinados para saber de sua área e não expandir. Expande quem consegue se desdobrar para conseguir fazer coisas além do seu próprio curso, tarefa admirável e nada fácil conforme os anos vão passando... Mas a meu ver: fundamental para uma integração e interação maior entre as linguagens usadas entre esses vários cursos que poderiam muito bem se unir, se movimentar, trocar informações, técnicas, trabalhos, palestras, conhecimento, dúvidas.

Esse negócio de "Universidade", esse nome, pra mim, é muito do ilusório, falso, não verdadeiro, não condiz com a realidade de dentro da Faculdade de verdade. Talvez nos sonhos, nos filmes norte-americanos (alguns, não todos), ou na cabeça de quem pensa que isso é lugar de gente educada e bem instruída, é mais um "cada um por si" do que qualquer outra coisa.

O que me lembra a fala de uma das melhores professoras do curso, que disse para a minha sala no primeiro dia de aula: "Quem faz a universidade é o estudante, não é mais ninguém. São vocês!" Se não fizermos nada, nada funciona, ou tenta-se funcionar capengando do jeito que sempre foi. Nenhuma melhora, nenhuma crítica que funcione, nada. Certas coisas são revoltantes, mas por falta de força, a coisa morre antes de começar a acontecer alguma mudança significativa. Ou é mais uma coisa de "como me sinto", talvez eu tenha feito alguma coisa, afinal. Além de reclamar. Coisa mais clichê de se dizer.

Enfim, essa divergência de linguagens que se cria dentro de uma universidade, é realmente triste de se ver, dificulta a comunicação entre cursos distintos. E os assuntos comuns a todos, quase ninguém se interessa. Sempre minoria. Minoria importantíssima, por sinal. Muito trabalho pra pouca gente, sempre assim. E vamos nós com tantas palavras clichês: "sempre". Indicação de falta de esperança e cansaço. Passo a bola.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

sacada



equilíbrio
balança
signo
significado

equilibra
equiLIBRA
libra!

libra

a curiosidade move
e o medo trava.

o que equilibra tudo é....?

O que eu. Projeto.

(Feito no paint, por mim mesma)



O que eu protejo
é o rosa da figura
a primeira camada

O isolamento
para melhor cuidar 
do que me é mais raro..

O instinto de não-ser
o que mais me expõe.
Recolhimento.

O que se chora
é o proibido.
Não há leveza nesse processo.


trans_formAção

E se sou feita pra mudanças
por que será que elas me assustam tanto?....





medo.

do desconhecido...

dividir

chega uma hora em que você não sabe o que você pode
e o que não pode ou deve dividir..

problemas
alegrias
vitórias
derrotas
lembranças
fantasmas
carinhos
desejos
medos
planos
mais medos
doença
saudade
insegurança
idéias
metas





tem coisa que é só nossa
tem coisa que pode ser do outro
tem coisa que não pode.

com
partilhar (?)

de
ver.........


divi[das]
dir[ia]
di[zer]
vi dir[eção]

os olhos mudam
a cada encontro.
o eu no outro.

tudo se transforma







as coisas mudam

sábado, 11 de junho de 2011

nome, meu e de tantas outras...

VANESSA
Vá nessa
Vá.
n
essa
vá n
vá! essa!
VA. N. Essa
N.
Avessa
Nessa
asa





V.

Inda levo

Porque a palavra "indelével" é realmente divertida
Inda levo
Indelével
       lével..
indo..
       leva..
in - negação
não-levo
não-leve
não-leva não..

quase um pedido
quanta delicadeza e mistérios para uma palavra..

quarta-feira, 8 de junho de 2011

semana longa

Foto: Vanessa Komatsu



E nunca uma semana demorara tanto a passar como aquela.
O telefone não tocava.
A caixa de emails vazia.
Nada além de contas que apareciam por debaixo de sua porta.
As músicas não lhe faziam não sentir aquilo forte.
Sem tempo pra filmes ou pra deitar e pensar em nada.
Descansar com calma a alma..
Deixar o tempo lhe consumir a luz do dia.
Deixar a noite vir lhe convidar...
pra sair.

A feira da lua acontecia.
O festival de teatro da cidade acontecia.
E ela ali, sem grana, sem ganas de querer ousar.
Ir além do que pudera antes.
Porém, não mais.

Quanto tempo demora pra melodia acontecer
e pra voltar a acontecer...?

Se pergunta 'e as minhas brechas?'
O espaço das bolhas de sabão coloridas e transparentes... leves.
E os olhares sempre tão brilhantes, quase dançantes.. suaves.

Era nessas horas em que se encolhia,
abraçava seu próprio corpo,
na solidão de seu espaço também vazio..
Procurava o que faltava..
Não achou.

Fechava seus olhos..
Daí então, viajava, entre nuvens e ar,
ao encontro dos seus queridos,
dentre tantos, amigos, amantes, familiares, passantes.

Abraçava cada um com o carinho maior do mundo.
E depois de recarregar-se, voltava.

Rotina cansa

casa do tio

Quando ele falava da casa do tio
Ela sempre imaginava pilhas de livros pela casa inteira
paredes de livros

como se fossem colunas que brotavam do chão
como que fizessem parte da arquitetura da casa..

aquela luz meio amarelada
uma ambientação avermelhada de papéis de paredes velhos..

que gostoso isso de imaginação...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

"Quando ela dorme em minha casa
o mundo acorda cantando."


Zeca Baleiro 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

anotação da caderneta 2011

Fazia TEMPO que eu não andava tão devagar.

Dá pra ver o quanto as pessoas
correm
não só pra atravessar a rua

pra atravessar a vida.