terça-feira, 31 de maio de 2011

Aquela poesia engasgada.
Cospe e não sai nada.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Manifesto do coração

Foto: Vanessa Komatsu


E o fogo está esquentando.
O negócio tá correndo
tanto quanto as máquinas
tanto quanto queremos parar e respirar um bocado de ar puro.
Respirar fundo
ter tempo de pensar em respirar.
A coisa está feia.
O "vandalismo" pede amor!
A cidade pede para ser "limpa"
por lei, pelo prefeito, pela "beleza"
e a limpeza do excesso de imagens em outdoors pela cidade
ninguém limpa, né?
Essa mecanicidade das coisas está incomodando. Fato.
Desde quando começou, desde a Revolução Industrial
artistas já se revoltavam, surtavam, chamavam a atenção, 
mas ninguém parou para ouvir, ninguém tem força suficiente para continuar contra o sistema.
Quem tentou, foi engolido, englobado, fagocitado pelo sistema. 
Quem se exclui ou foi excluído tem muito mais desvantagens que vantagens e ninguém parece se importar com eles.
Mas esse sistema está enfraquecendo as 'pessoas' que cria.
Falta amor.
Falta sensibilidade, falta HUMANIDADE nessas novas e talvez tão velhas gerações..
O que se passava de pai pra filho, as tradições foram perdidas
pela falta de tempo, este tomado pelo tempo dedicado para se conseguir o "pão de cada dia".
Os valores de direitos e deveres estão ultrapassados, 
o lance hoje é desrespeitar, está na moda.
É sujar a rua, é cuspir no outro sua podridão, é não saber o que fazer e não se importar com isso.
Manifesto do coração!
Essa é a apelação que faço:
Mudemos!
Façamos uma Nova Revolução!
Uma Revolução Interna!
Assim, expandiremos para o externo,
contaminando aos poucos, quem sabe, essa geração que nos rodeia..
De velhos conceitos perdidos, de idosos sem esperança e sem vida, 
de adultos frustrados, de adolescentes perdidos, de crianças desorientadas, abandonadas..
E "sigam-me os bons!" E os "maus" também.
E os péssimos, os ruins, os ótimos, os palhaços, o público, e...
e VOCÊ!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Tempo

faz sinal de 'Tempo' com as mãos
como o "pausa" para a brincadeira

porque a coisa ficou séria.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Companhia

Sabe quando as vezes você quer estar só?
A sensação de ser impossível de estar acompanhado.

De não querer 'contaminar'.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

quem ama..

tenta ao seu modo, cuidar.
mas vezes não consegue e falha.
porque acho que é normal se descuidar.

vez ou outra, pisar em falso



não.




é.
eu sei.
existem casos e acasos..
e como não acredito em acasos, existem os casos.
e são tantos...

à moda da casa!

vamos viver o nosso tempo!

quando você vem
e de mansinho me conquista a confiança
aquele olhar, aquela entrega
com aquele abraço vem sorrateiro
me toca alma, me laça, me enlaça
nada que se diga derradeiro..
me tempera, completa, me valsa
uma dança que tem o nosso tempo
de espera, contemplação, carinhos

o tempo nos respeita

e assim a gente não desespera
nem se peita, com tudo que isso gera

respiro
um tempo nosso
amanhã

e o tempo volta a ser outro
por dois dias inteiros

nós.
tanto dois quanto os que seguram esse tempo
do jeito certo
certeiro
que de outro
nem ponteiro
nem porteiro
saberia tal precisão

sabemos o 'porque'
é simples.. não tem segredo:
só estender a mão.

domingo, 15 de maio de 2011

A Tris

Foto: Vanessa Komatsu


"Vai passar.. esse mal estar, esse nó na garganta.." Casuarina

E tem dias que a gente acorda assim. Acorda querendo enganar o sono, dormir mais um pouco pra ver se passa.. 
Daí essa coisa no peito que não sai, não passa. 
Os riscos no rosto, a lágrima que, seca, escorre e rasga igual à lágrima que molha.
A tela é meu rosto. Pintura pra mim só assim.
Opto pelo Bobo ao Cínico, pra me vestir, assim, tinta, rosto, expresso, explicitado.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

o contra e o verso

engraçado essa coisa da gente falar pro outro pra se colocar no nosso lugar, né?

porque se for pensar MESMO
as vezes a gente não se coloca no lugar da pessoa pra pensar o porque ela mesma pensa assim

e fato.
faz muito sentido, as vezes, a pessoa pensar como pensa, principalmente depois de jogar a bola pra você de volta "pense você no meu lugar..."
e sim, mas as vezes o inverso não ocorre, o porque da pessoa ter falado aquilo a ponto de você jogar a questão do "pense você no meu lugar"
mas a gente se coloca mesmo no lugar da pessoa que disse ou fez a coisa que desagradou ou se discordou?

muitas vezes não.

a não reciprocidade das coisas é o problema.

enfim.

por hoje basta.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Existe lei (que funcione) que multa, pelo menos, pessoas que riscam ou causam danos a livros públicos?