domingo, 4 de dezembro de 2011

"Em caso de dor ponha gelo"

Será que engolir um gelo
faz sarar a dor no peito?
o estômago é amigo do coração,
talvez pela proximidade se conversem tão bem

e de tanto amor nessa amizade
se compreendem
dividem entre si as vezes, a mesma doença.

vou lá pegar um gelo.

Sabiedade

E como saber ser merecedor?

De tudo que recebe?
De fazer jus ao que sabe ter?
De dizer ao mundo o que tem, se gabar...
Como saber?

Quando perdemos uma parte descobrimos a nossa própria arrogância.
De achar que tínhamos tudo
e de querer conquistar, talvez, o mundo.

Não me interessa.
O que nunca me interessou
no ser humano em geral.
Desde a criança mimada sem lições,
talvez sempre espelho do que já se viveu...

Até o velho rabugento, com raiva do mundo,
sem ver que sua rabugentisse começa por ele mesmo..
o mundo não tem culpa, o mundo não sabe.

E a raiva que começa na gente
por motivos outros, que não nossos
a raiva que enraizada nas veias nossas..
a raiva do mundo, a raiva do que puderam, mas que não foi suficiente.
a raiva, a inconformação..

esquece-se que tudo parte de nós..
e que o mundo não sabe, o mundo não tem culpa
as vezes, nem o próprio culpado tem mais culpa
já se passou o tempo de se reinvindicar alguma coisa
e o julgamento não foi feito na hora devida,
sendo assim, nem o próprio culpado tem culpa
deixamos passar..

porque a raiva então.. continua?
e continuamos a descontar no mundo, enfim, inocente
o que nos é tão nosso, de profundo, de pessoal?

colar uma parte do diário no peito.
escancarar pro mundo só a sua dor,
esconder sua beleza, não vai ajudar em nada

o mundo não tem culpa.
o mundo não sabe.
nem tem tempo, talvez, pra saber.
você sabe, por hora, deveria bastar.
pra saber o porque age do jeito que age.. e ser melhor, não pior.

queria que a vida fosse fácil de praticar
como é fácil de escrever.. de sonhar..

sai, tristeza, que agora eu vou lá viver..!

e as vezes, não tem jeito, o jeito é seguir sangrando com o riso no rosto.
a gente nunca se engana, mas pelo riso do outro, as vezes compensa a alma que se acalma com a alegria que podemos causar.. ao invés de criar guerras desnecessárias onde ainda existe uma migalha de paz.

sábado, 3 de dezembro de 2011

..

às vezes a gente só tem medo de não ser visto.

de não conseguir se fazer visto, enxergado, existindo.

enquanto extensão do seu próprio eu, não do outro.

é preciso mais que olhos pra ver, é preciso coração
presente e aberto.

o maior erro talvez seja acreditar que isso é único seu.
as outras pessoas talvez sintam a mesma coisa
e só manifestam de formas diferentes..

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

o riso que vence

dentre tantos motivos pra chorar
tantas razões pra ficar a reclamar

tantos caminhos..

as pessoas são tão diferente da gente..

aproveitar isso para ser feliz ao invés de triste.

ver graça onde a desgraça quer te azedar.

e seguir, com o riso de dentro, com tudo que a vida puder te oferecer!

a vida é como no videogame, você passa por levels
e você tem poderes também, bônus.
se você sorri desse jeito você fica mais forte para passar pelas fases...
a diferença da vida e do videogame é que não dá pra resetar, só "continue".

terça-feira, 8 de novembro de 2011

o fim sempre ligado ao começo

engraçado como que toda vez que a morte
de alguma forma aparece nas nossas vidas
morte física de alguém ou algo;
morte de um amor grande;
morte de algum sonho que não deu certo;
morte de alguma amizade importante;
morte de certos conceitos;
morte de crenças;

a gente começa a repensar a vida.

e o sentido dela pra gente
o sentido das coisas, de todas elas
tudo que faz mal
tudo que faz bem
o sorriso que vem
parece tão sem sentido
mas vem!

a liberdade de ter
um novo começo
pra si mesmo
mesmo depois da morte

passo de tartaruga ou de gente

tanto faz a velocidade

desrespeitando um a necessidade do outro
não chegaremos muito longe

parece que tem horas que entramos em sintonia com o mundo
antes isso fosse uma justificativa pra alguma coisa...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

quando escrever parece entender

quando o desespero domina a casa
o ambiente que me rodeia
o corpo que me habita
a solidão que se aloja.

resistência ao desfazer as malas.



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

sobre a liberdade

liberdade de poder tomar uma decisão.
liberdade de poder tocar o pé no chão.
de ter certezas que as próprias certezas desviam
de ter a liberdade de poder ser
de poder estar
a cada instante
mesmo que de formas diferentes

permanecer de alguma forma
em alguma cor, sabor, cheiro

liberdade de poder terminar o que foi começado
de dar fim ao que não pode mais, ser.
liberdade de poder sentir a leveza da decisão tomada.
liberdade da possibilidade do erro, e de corrigí-lo.

liberdade de libertar
liberdade que liberta
liberdade que embebe o corpo numa mistura mista de sabores incontidos

liberdade de brincar com as palavras
e não mais com a vida em si mesma
as palavras fazem mais sentido que a própria vida as vezes.

liberdade de pegar na mão e de poder soltar
liberdade de apertar a mão
liberdade de chorar
liberdade pra ter medo
liberdade pra um abraço
liberdade pra se compartilhar
mesmo que em pedaços
(porque nunca é tudo)
pra alguém em algum momento

liberdade.
sinônimo
de autonomia
de independência
de ausência de submissão
de pensar

auto afirmação do Ego
e sua existência.

nasce-se de novo.
um recomeço.

de novo, eu recomeço em vontades
de liberdade.


(e mesmo com todas essas palavras, parece tão pouco para explicar algo tão grande!)

serena

"Maternidade não é apenas um tema, a mulher e as crianças existem concretamente, estão vivas. Nem tristes nem alegres. Serenas."

Frederico Morais, O Globo, 1975

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

decolar

as vezes me sinto tão terra querendo ser ar...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

o que conta a mina (o que a contamina)

o que nos contamina
no dia a dia
na simples sensação de estar vivo
na ligação dos pés com a terra
e estar vivo!

esse fato
que puxam outros
de ter que respirar, comer, falar, ouvir, ver, sentir...

o que nossos pés nos traz de bom..
e de ruim..
o que e como absorvemos tais energias
talvez do planeta, não sei..
da Mãe-Terra.. da doente Mãe-Terra

a doença que nos passa pro corpo..

o que vem de cima também já está meio ácido
fica difícil equilibrar assim..

e assim prosseguimos..

na tentativa.. e algumas conquistas..
nos contaminando... de coisas boas e outras nem tanto assim..

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

moça prendada..

se prende na gaiola das boas idéias

deixa lá fora todas as outras.. possíveis.

mas distantes pela grade que como lentes
tingem o mundo de dentro da gaiola de cores outras
inibidoras de quaisquer má idéia possível...

má idéia que foge do que pode ser normal
normal do mundo dos que pensam demais..
dos que lidam mais com objetos sem vida
do que com quem tem gestos, sentimentos e calor pra dar..

dentro da gaiola..

a moça prendada.

cheia de atributos que servem para as boas idéias

conceitos bons que só valem praquele universo de dentro da gaiola.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

espera perfeita

quando ele já não esperava mais...

ela apareceu..

delicada e singela..

com o riso estampado no rosto..
aquele olhar pro chão, pra ele, pro chão, pra ele..

as mãos inquietas mas com movimentos leves de quem não quer assustar
e assim ele foi cativado..

quando já não esperava mais... por ela.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

distração..

engraçado como que quando sabemos o nosso próprio remédio-anestesia
nos envenenamos aos poucos para amenizar um problema que ainda não está pronto para ser resolvido..

seja ele de qual instância ou intensidade for..

seja uma fuga sono, fuga seriados, fuga sair com os amigos e não voltar para o real que nos leve a tomada de consciência que nos faria resolver o problema por não mais aguentar pensar nele..

engraçado... coisas que dizemos que são engraçadas geralmente não causam risos..

domingo, 9 de outubro de 2011

sambasonics

"Vai melancolia vai vai
eu quero alegria vem vem vem
dentro do meu coração" Boogie Woogie na favela

sábado, 8 de outubro de 2011

Lain

eu queria ser como a Lain.. i'm almost there...

cheia de fios de computador, carregador, internet, fios do modem, do aspirador, das extensões.. esticados.. e eu no meio, me lembra MUITO uma das cenas que mais me chocaram em Lain...

acho que estou quase lá... se é que já não cheguei lá

eu queria ser ela porque achava ela bonita.. mas era só..

agora.. ela não sabia mais se era um programa ou uma pessoa, ou eu nunca soube.. ou ela é um programa.. para não virar um acho que preciso continuar a questionar!






sexta-feira, 7 de outubro de 2011

quando tudo acaba

Ele a vira as costas...

Passos pesados, distantes, cada vez mais...

Embora.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

auto encontro

as vezes é preciso voltar para se encontrar

pequenas felicidades..

para universitários...

comprar um escorredor de macarrão baratinho que vai fazer vc não perder nem UM FIOZINHO de macarrão ["my precious" hehe] e vai comer o macarrão mais cedo porque demora mais pra tirar a água da fervura.

comprar uma jarra baratinha de suco pra poder tomar muito suco de saquinho nos dias quentes e não ocupar o de espremer laranja e medidor.

alguns detalhes domésticos contemporâneos.. fazem diferença! porque o corre-corre é grande e a grana é curta.

silenciador

minha dor cala o mundo.

engraçado observar essa reação, é meio que geral.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

necessidade..

i need you,

mundo da lua
dos papéis vários
do grafite dos macios
das tintas diluídas e puras
do contraste
do brilho que a luz do entardecer faz pintar as coisas..

se derramando na minha retina.. como tinta sobre a tela..

sábado, 1 de outubro de 2011

é...

porque tem dias que o calor é tanto que dá vontade de dormir na geladeira, viver numa piscina, andar com uma ducha ambulante, só comer comidas geladas e leves [saladas e sorvetes!], etc e tal...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

quando casa

quando sua casa está uma zona, mas é reflexo de como as coisas estão pra você.
sua vida, suas coisas, sua mente..
inteiramente bagunçada.

e essa indisposição e cansaço de tudo..
sem nem assim desistir.

amanhã é sempre um novo.
novo dia, nova vida, novas tentativas e desafios..
só nós que parecemos velhos as vezes.
envelhecidos pelo não-prazer de algumas várias obrigações.

domingo, 25 de setembro de 2011

o que

o que não tem cura. o que perdura. o que morde. o que te pena. o que te seca. o que sorve. o que te mista, mistura, candura, alegria, bobagem, risos molhados de crises de risos soltos.. o que falta. o que te mata, o que te nega. o que te mede, o que te pede, o que te poda, o que mais pode? o que mais presta? o que te empresta. o que te empasta, te peça, te impeça. o que teça, o que mais pesa? o que te leva, o que você leva de tudo isso que de tanto pensar.. se perdeu.

sábado, 24 de setembro de 2011

palavras

engraçado como "não sou"
tem uma força pra quem lê
e um alívio pra quem escreve.

esquivo

equívoco

e no fim.. bem vinda seja a primavera..!

depois de tanta tempestada, cinza, cinza, cinza....

flores, cores e cheiros..!

as promessas que um dia a flor sabia que receberia
de uma chuva refrescante. chegou o dia!

aqui já falo de pronto: alegria!

começo de uma nova era.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

não sou

eu não sou quem você imagina

e eu nunca quis que imaginasse..





labirinto a desvendar..
não existe o fim do labirinto.

Compromisso

Eu devo ser muito antiga ou as pessoas realmente são muito diferente e eu não consigo entender.

Senso de compromisso.

Combinado é combinado, certo?
Errado. Ou deve parecer errado as vezes para algumas pessoas com quem convivo..

E na verdade, pra que esquentar a cabeça quando não tem como mudar o que as pessoas pensam ou sentem? Eu queria realmente só entender o que se passa na cabeça, qual a linha de raciocínio, se é que existe uma ou é realmente só uma pitada de falta de consideração.

Não é a primeira vez, nem a segunda que me deixam na mão esse ano.

E engraçado o poder que as pessoas que estão mais próximas, que a gente mais ajuda, mais se importa, mais dá atenção, mais cuida, são as que mais folgam e demonstram esse tipo de coisa que eu nem sei nomear, o poder que essas pessoas tem de nos magoar. Tanto maior a consideração pela pessoa, maior é o nível da ferida. Intencional ou não. Pequenos gestos fazem toda uma diferença.

De nos deixarem com cara de idiota, na posição de troxa. De ter feito o trabalho pelo outro, esperando uma compensação mais tarde, isso não chegar.

Mais que isso é realmente perceber que as pessoas ao invés de entenderem e valorizarem o carinho que recebem e tem, ao notarem o que tem, tratam a pessoa que ama, gosta, de um jeito desrespeitoso, como se essa pessoa fosse suportar tudo, como se essa pessoa fosse te perdoar por isso ou aquilo, porque afinal: não está fazendo nada de errado.

Mas sei lá, imagina esse um monte de coisinhas juntas, esse monte de gestos falhos juntos em anos, errados, mas considerados nada por alguma ou ambas as partes de uma relação, seja namoro, seja casamento, seja amizade, seja coleguismo.

Não há relação que aguente ou dure assim.

É engraçado. Me sinto velha pensando essas coisas. Mas não consigo realmente entender.

Pra mim, intimidade não é sinônimo de falta de respeito, de permissão a um desrespeito, seja ele qual for, de que nível for, de que meio venha a acontecer, que intensidade. Quando as coisas começam mal, dificilmente se ajeitam mais tarde. A gente se acostuma com o que é melhor pra gente, e infelizmente as vezes é o melhor estar por cima de outro, e não me refiro a posições sexuais aqui.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

"não interessa!"

Porque as vezes é realmente isso e só.
Simplesmente como um ponto final.
Exatamente como um ponto final.

Que finda não só uma frase, um livro, mas uma história, uma vida, uma amizade, um relacionamento qualquer que seja sua natureza.

Não interessa a fase ruim que você está passando.
O tom que usamos para falar com as pessoas sempre conta muito.
As vezes simplesmente não toleramos o que muitas vezes vamos fazer mais tarde.
Muitas vezes não compreendemos o outro e por não compreender julgamos estarem errados.
E as vezes estão mesmo.

No fim o que realmente conta e importa é a decisão.
O que faremos com isso ou aquilo que nos chega como informação, questionamento, cutucada, alfinetada, com maciez, com carinho, com amor, com paixão.

Como receber, digerir, processar, reprocessar, absorver ou não e desenvolver isso num retorno pra pessoa ou situação?

O processo que ninguém vê, a maioria te dirá: "Não interessa"
em todas as áreas, em todos os âmbitos, seja via currículo, seja via processo artístico, processo de desenvolvimento em cursos, em papéis que se acumulam em pastas de atividades que vc já desenvolveu. Sem isso, o que somos?

Quem considera e por quê?

paralelismo

tudo depende de como se aborda o assunto sobre qualquer coisa com qualquer pessoa.

porque cada situação difere em cada instante diferente, instâncias mudam conforme mudam os indivíduos com quem nos relacionamos [porque a palavra já diz: individual, ser único, com bagagens de informações diferentes].

o legal é colecionar abordagens pra saber quais usar nas situações diversas pela vidinha.

[não falei que é fácil nem que tenho todas ou algumas abordagens, foi só um pensamento mesmo..]

domingo, 18 de setembro de 2011

Pinta por cima

Quando a brincadeira se extende.

Além do engraçado passa a ser agressivo. E nessa internet, sem expressões faciais, quando muito representadas por emotions (=P; xD; =´[; =]), não dizem nem metade do que um 'pessoalmente' teria feito, faria efeito.

Você erra, explica o mal entendido, pois eles acontecem. Uma letra fora do lugar, um ponto de exclamação, um ponto fora do lugar, uma vírgula. Uma mensagem colocada em lugar errada, enviada pra pessoa errada. Pode causar grandes felicidades como grandes tragédias. A gente usa esse argumento de limitação dos meios que usamos para nos comunicar, ou tentar comunicar algumas coisas.

Nem sempre funciona.

Pinta por cima e continua se lhe interessar continuar. É o jeito. Seria mais fácil jogar uma bomba e explodir tudo, mesmo que fique só na vontade, mas... é. Talvez não seja. Então pinta por cima e continua.

sábado, 17 de setembro de 2011

quebras

o que te faz romper com suas próprias barreiras?
princípios, limites..?

quando se é convencido? quando se é conquistado?

amanhecido? amaciado?

é tudo uma questão de poder.

e no fundo, nunca perder o seu próprio pra você mesmo.

sobre ciclos e crises

Por Vanessa Komatsu



oO


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

crises

Benditas sejam. como diria uma amiga queridíssima minha.

Depois do "tá tudo errado" e o desespero...

uma parcela,mesmo que mínima de calmaria.

observação

estava com saudade de postar aqui.. o blog fica fora do ar por mais de semana ¬¬'

mas tá.. não vamos reclamar que a lei de murhphy [ou smurf, como quiser.. haha] existe.. e parecem que existe uma conspiração sobre os objetos de informática e tecnologia... enfim.. bora parar de falar disso.

[daí abre o blog hoje a tarde e encontra: "site indisponível no momento" né?. pra acabar. =x vai dar tudo certo. vai dar tudo certo. ele vai continuar no ar.  figuinhas.]

pernas [pro ar (?)]

Foto: Vanessa Komatsu


Quando as coisas parecem inverter o sentido
e o sentido que não fazia sentido começa a fazer sentido..
Quando as pernas já nos dizem: cansei.
Mas a vida nos mostra chão... pra uma longa caminhada ainda..
Vendo no horizonte a miragem talvez 
de um lugar pra repouso. 
Continuo contínuo sem outra maneira de ser.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sin ["sim" errado ou "sem" em espanhol]

Sabe quando vc percebe as coisas boas, mas o salgado das lágrimas vive na sua boca?


Quando todo dia acontece alguma coisa que te põe pra baixo mas de um jeito que complica pra voltar ao "normal"... Enquanto que falar e assistir é fácil.. Quero ver fazer ficar fácil mesmo.

As coisas boas NÃO SUPERAM as coisas ruins.. [elas se complementam? é preciso muita reflexão quem disser que sim..]
E eu que pensava que só as coisas boas aconteciam como reação em cadeia..
Me enganei.


Talvez eu perceba mais as boas, pela surpresa.. [como sou pessimista! será que então sempre espero o pior? É... também não é bem assim, ou melhor, não é exatamente assim.]

Os remédios antigos não parecem mais fazer efeito: flores, borboletas, sorriso, riso..
Eles sem a poesia que falta nos dias, sem a poética que está implícita em cada gesto, em cada ato..
Nada faz sentido. Não pra mim, pelo menos.
E a vida passa a ficar sem gosto, sem cheiro, sem cores.. sem brilho, sem forma.. nem gestos..
Morta. Vazia. Seca.

E vc sabe qual será suas novas "soluções"?
Qualquer que sejam elas, que não seja a de soluçar!
Nem de choro, nem de ar, só se for de riso.

Mas o soluço é algo que por si só já incomoda
Porque alguma coisa incomodou o corpo primeiro
A velocidade desregulada da respiração
O frio, o batimento cardíaco, o susto ou a falta dele..

Não quero plantar verdades
tampouco colher mentiras por aí..

Mesmo porque tudo sempre é por uma questão de interpretação...
E eu continuo a acreditar que o pior defeito do ser humano é a falha na comunicação.

Pra fechar um trecho do meu mais novo companheiro, via escritos, mas que compartilha comigo muitas das idéias que sempre tive, sobre a vida, sobre a educação, sobre tudo.

"É sempre assim.. É difícil pensar para além da experiência" Rubem Alves

Mesmo porque. Cada um interpreta a informação que recebe do jeito que consegue, com as suas próprias experiências... Ás vezes falta referências para entender muitas coisas... É preciso que quem passa a informação esteja disposto a explicar.. A explicitar... A colocar a informação nova, o novo dado, o ângulo novo, dar possibilidades outras, vias alternativas de entendimento. Ampliar o entendimento das coisas. Porém não basta um lado se esforçar. O diálogo só acontece quando as duas partes participam ativamente. O outro lado tem de estar disposto e interessado em entender e enxergar essas novas possibilidades, novos caminhos de compreensão.

Nem sempre acontece.
As pessoas talvez queiram, mas não conseguem de primeira e logo desistem, mal chegam na segunda tentativa. Se acham incapazes, são julgadas, nunca compreendidas, muito menos incentivadas a prosseguir na segunda, terceira, quarta... tentativa.

Somos incentivados a ser compreendidos, a defender o nosso lado. Não a compreender o outro. Somos treinados para ser os melhores em argumentos, não em compreensão.

Vejo a dificuldade que causa toda essa falta de compreensão alheia, por medo de perder o amigo, professor, emprego, saúde, namorado, marido, esposa, filho,... Medo ou preguiça mesmo de se colocar para ser entendido e fica tudo por isso mesmo: todo mundo entende mais ou menos tudo e todo mundo reclama (alegando que o outro lhe entendeu mal..)e finge que não importa. No final: todo mundo se ferra. E ficamos no "tudo por isso mesmo", que não tem jeito, uma hora pega pra algum dos lados...[que no geral acaba prejudicando todo mundo ou uma maioria].

Revoltinha

Hoje surgiu um pensamento...



Nos tolhem alegando estarem a nos lapidar...

Eu prefiro a forma bruta! Desenvolvê-la!

[forma bruta = forma original, pura, natural; não bruta de brutalidade, não o bruto de violência]

Um salve pra criatividade! é para a alma como a água é para o corpo!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

cada fase

quando o dia, as pessoas, as coisas, TUDO parece estar do avesso,

mas você

você não.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Con.vence

Quando a morte parece uma idéia muito mais convincente, gentil e lógica do que tudo isso aqui que se tenta viver..

Dar chance a quem ainda quer tentar, aos que estão empolgados ou já não sentem ou querem sentir nada.

Aos desiludidos de vez, resta reclamar ou a morte. Morte simbólica, morte-vontade, morte de si.

Nada parece convencer nessa vida. "universitária"



domingo, 28 de agosto de 2011

"fauves"

"La Danseuse jaune",1912, de Alexis Mérodack-Jeanneau




Deixa eu dançar pra você, 

assim como a flor dança com o vento..

Como a luz dança na água..

Transparente.

Entre as vestes e movimentos..

Aquele momento único e sem fim.

Não em lembrança, mas em acontecimento.


sábado, 27 de agosto de 2011

Inexistente

Ela perguntava o que ele tanto dizia sozinho.. sorrindo...

Ele respondia que era mais fácil conversar com quem não existe do que conversar com pedras.

E ela continou ao seu lado.. Escutando as conversas com quem não existia. E ria junto com essa pessoa. Inexistente.


pedacinho.



é a falta ou é o excesso?

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Foto: Mateus Rosa



Ela foi dançar. Esqueceu sua chale na cadeira.. Entre risos e drinques, houve beijos. Beijos simples. Alegres,  e já não sabia se pela felicidade do momento, do lugar, da companhia, ou se pela bebida, talvez pela vida. Voltou já meio bamba, mas sorrindo. Ria fácil, encantava a todos, mas principalmente a ele.  Cavalheiro, pegou-lhe a mão, com o corpo já entregue, fácil... Beijou-a com os olhos fixos nela. Ela sorriu sem jeito. Sensação agradável. Encosta então em seu peito. Descansa, segundos eternos. Sorri mais um pouco... E a flor, que outrora fora enfeite, assistia a cena, observava contente a alegria da moça, pois amava.

domingo, 21 de agosto de 2011

aba

abafa

a aba dessa pose
que de quebra
nada quebra

se despedaça
abafa
o que já veio morno...
já larga frio.

gela
camisa gola de papai
nada comove
o que o bafo da noite some

amanheceria
o dia
quando ela ria.

sorria!
nada dizia...

sábado, 20 de agosto de 2011

leve

leveza

leve o que tiver que levar
e deixe.
deixa o tempo carregar o resto pra vc.
senão pesa...


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mentiras a parte..

Mentira dizer que não conseguimos viver sem tal ou tal pessoa.
Conseguimos. Continuamos respirando, caminhando.

As pessoas que um dia amamos, que ainda amamos, que queremos bem, que queremos por perto, que temos saudade, e a vida dessas mesmas pessoas e a nossa própria seguem rumos diferentes, e nem tem meios de o ser diferente. Cada um segue seu caminho, baseado no que for, no que lhe convém, no que lhe faz bem, no que se acredita, etc.

Mas um fato importante é o fato de que quando perto ou em contato com essas pessoas específicas, a vida muda de cor. A vida tem um sabor, um som diferente. Que só elas podem dar. Só com elas pra se viver e experimentar certos momentos, sensações, sentimentos. Falar bobagem, brincar com o outro, falar o que pensa, dividir segredos, trocar carinhos, contar sobre a vida, sonhar.

Com isso é verdade também que não podemos viver sem essas pessoas. Não podemos viver AQUELA vida  daquele jeito sem essas pessoas. Nos adaptamos durante a vida, aprendemos a lidar com ausências, com mudanças, com transformações, com dificuldades, com problemas, com discordâncias, com distância, com tempo, com ciúmes, com raiva, com incompreensão, com silêncio, com a falta de assunto.

Mas o que talvez nunca consigamos aprender é o fato de ter que viver sem essas pessoas. E elas sempre voltam em lembrança. Sejam elas boas ou más... Mesmo que passarem anos, décadas ou mesmo uma vida inteira ou até várias sem vê-las.

O reencontro. Quando ele existe e é possível é sempre uma alegria (das maiores).

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Desaba

foto: Vanessa Komatsu




Ou ela me espera...
Pois ela está ali

Cabeça baixa
espera algo ou alguém, ninguém vem.

Ergue a cabeça sentindo ainda o peso da cabeça abaixada..

Faltou-lhe o ar ao respirar
Faltou-lhe as conversas que nunca existiram..

Só na cabeça dela

Aqueles momentos em que parecem que não tem mais sentido continuar..
E na verdade, temos muito mais pra oferecer pra vida do que ela pra gente.
Só depois de perceber isso
A cabeça erguida foi muito mais do que um dia imaginou ser...

Hoje, leve, levou o que queria
Deixou o resto.. 

.. e o resto
o mar levou..

sábado, 30 de julho de 2011

confia

voava traiçoeira
(re)pousou confiante

quarta-feira, 27 de julho de 2011

come with a little... calm

medidas básicas
metade vida metade nada
minha que pede
minha que salva
meu salve pros saltos!

nada me sara
nem me salva
de mim
dessa minha natureza
existe forte
pulsa, pensa, cria!

sirva-se, venga!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

de pende

querer ajudar, e as vezes, acabar por fazer só mais estragos.

D.L.

Na língua, gosto de menta da bala de hortelã. Na ponta dos dedos, pedaços de cartas queimadas, frescas, quentes. Minhas, suas, nossas. (...) Hoje parei para não mais te ler. Parei para continuar. Não tem como seguir sem isso. Não tem como partir. Partilhar minha vida com outro alguém. Com outros alguéns. Quem dera fosse verdade a queima das letras. Como se as palavras fossem sumir com as cinzas... Como se as lembranças fossem apagáveis.. Hoje sou outra sendo a mesma. Coisa clichê, quem não sabe? É óbvio, mas são nas obviedades que se descobrem coisas geniais. Grandes coisas só são perceptíveis depois que longe.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

xícaras

two
duas
dos

para compartilhar
um café
coffee
tea
chá


inté ^~

vem me visitar!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

distância

"Saudade"
E essa palavra me traz muitas coisas. Umas boas, que fazem sorrir e ao mesmo tempo quase chorar...
Umas ruins que é preferível nem puxar a cordinha da lembrança.. essa parece não ter fim.

Certas coisas dóem ler, sentir, não saber. Outras dóem porque sabemos.
Ainda me questiono sobre o amor. Os amores e suas intensidades. Seu eterno. Sua não-morte, mesmo com o luto.

As palavras que dançam assim, quando querem sair de mim.. São como o amor que senti e sinto por muita gente. Cada um a seu modo, cada um com seus "band-aids", com seu peso, sua leveza, sua dor.
Nada morre. Tudo continua. Aqui, ali, aí. As coisas se transformam, fato. Nós nos transformamos, os sentimentos diminuem, aumentam, queimam, rasgam, acalmam, enobrecem, dilaceram, enlouquecem.

Ainda acho estranho pensar sobre sentimentos. Algo que sempre quis controlar. Tarefa difícil. As vezes perco o controle total, eles me dominam e isso me desespera.

Algumas decisões são tão importantes quanto as não-decisões de algumas pessoas. E no fundo é tudo a mesma coisa. Inventamos desculpas mil para fugir. De quê? Pergunta difícil de responder. Leva mais que uma dúzia de vidas para responder... E quem sabe nem assim?

Distância escolhida, acolhida. Não é o que se pensa, não é o que se vê. É sempre muito além e isso mata. De um jeito cruel. Mas é melhor que mentiras. Coisas ditas que na prática se analisado não faz sentido algum.

Cada um tem seu tempo, cada um tem seu ritmo, seu caminho... E eles se cruzam. Eles se marcam. Eles seguem, mas fica um pedaço, fica o rastro, o passo, o pisão, o caminhar, a firmeza, o tombo, o tropeço, o equilíbrio do que não foi e o que aconteceu.

Já não sei se esse equilíbrio me é possível. E o medo toca a campainha. Sai correndo.

Sempre nas redondezas, faz travessuras. Não ganha doces.

Incerteza. Distanciamento, acabe com ela, me ajude, me segure. "Proteja-me do que eu quero".

quarta-feira, 13 de julho de 2011

mesmo que

mesmo que tudo se torne
torto
no entorno
torto
tonto
em torno
do vazio da alma alheia...

mesmo que a alegria
falseie
te odeie
ia


nada pára
nem você


so, person, go ahead!

[a head]
[a rédia]
[a rede]
[a red]
[die...
lie]

fim da linha
line
li[n]e

não tem graça

quando a via é de duas mãos
não tem graça andar na contra-mão

di

dormir sem pensar
comer sem sentir

para dar
pa ladar
pala dar
pá-radar

terça-feira, 12 de julho de 2011

=l

Ela Adora Nina Becker
Ela quer tudo
Sempre tudo agora
Ela não gosta de esperar

Enquanto pensa se vai ou demora
Atende o telefone e veste a roupa

Ela chora
Vai embora
Vem pra cá
Não dá bola
Tá na hora de brincar

Ela responde a tudo com beleza
E o tempo mandou avisar
Que o que virá será sempre surpresa
Que leva pr'um outro lugar

Ela acorda
De manhã e vai cantar
Ela adora
Se perder e procurar

Ela recobre tudo com beleza
E o tempo mandou avisar
Que o que virá será sempre surpresa
Que leva pr'um outro lugar

Ela acorda
De manhã e vai cantar
Ela adora
Se perder e procurar

Joga fora
O que já não serve mais
Na vitrola
Canambá (?) tocando jazz

mi

"os seus olhinhos sempre tem, meu bem, aquela luz da aurora da manhã" [Nina Becker]

terça-feira, 5 de julho de 2011

pedaços

sabe quando minha
tua
seu
vira meu?

sabe quando nada
quer
nada
tudo
ao mesmo tempo
estático?

sabe quando junto
acompanhado
sozinho
demais?

sabe quando carinho
bastante
presente
felicidade
tristeza?

sabe quando oportunidades
vem
pega-se
agarra-se
suga-te
sufoca
mata?

sabe quando mente
pra não
sabe
todos
ninguém
solidão?

sabe?
entende?
não quero..
você
entender
passa
nada
mentira
importância

isola

cada um....

somos todos um.
nada.
solidão
imensa
imensidão
perda
perdidos
filhos...

caminho
força
forçado
força-te
força-me
forçamos

mata.

alegria
raridade
cala
(midade)

negação

LRMTPK**

tanta coisa
nada
tudo junto
nada ao mesmo tempo
tudo lembrança
um presente
nenhum pedaço
meio
inteiro
caminho
sina
traço
rasgo
lágrima
chora
choro
choro
dor
perda
perdidos
perdida
perdão
calma
ria
abraço
dolorido
carinho
imensidão
grata
gratidão
grande
demais
intenso
intensidade
idade
igual
diferente
diferenças
distante
distância
distanciar
dimensão
diminuir
cabe
coube
encaixe
tesão
parte
metade
dois
um
nenhum
solidão
abandono
medo
tristeza
melancolia
encolhe
recolhe
afasta
bate
chora
chore
sofre
cofre
senha
cara
caro
claro
escuro
escuridão
labirinto
monstros
dimensão
intensidade
mesmo
repetição
nada
nado
mar
engole
sal
água
violência
solução
olhos
fecha
abre
diz
cala
mente
sente
conversa
fechadura

chave
clave
clama
chora
integra
ação
movimentos
claro
esclarece
dia
noite
amor
amigos

solidão

problemas
família
caminhão
areia
menina
menino
menina
menino
menina
peso
velha
velho
memória

solidão

isola
isolo
insossa
insólida
sólido
solidão

sozinho
junto
separado
junto
separa
separação

cala
mente
sente

intensidade

irmão
irmandade
brincos
brinca
brilho
brigas
brindes
bronca
tapa
chinelo
amarelos
vermelhos
preto

carinho
luz
sabedoria
caminho
diferente
ilusão

solidão

traído
traída
vida
mentiras
real
irreal
sonho
real
soma
coma
fome
saciou
social

coletivo
invasivo
pertence
não-pertence
muito
demais

nada.

não.

PKV

Porque tem tanta coisa acontecendo agora.
Porque a vida não dá o tempo, não tem pique, não tem pausa.
Porque tem dia que mal respiro. Piro. Repiro.
Porque tem dia que já quer ser noite (culpo a vontade e a não vontade).
Porque tem dias que não se quer nada.
Porque temos fases ruins.
Porque elas um dia passam.
Porque quando passa parece que foi menos difícil.
Porque quando se está vivendo a fase difícil parece a mais difícil de todas.
Porque são muitos detalhes.
Porque nunca é uma coisa só.
Porque as vezes parece ser uma coisa só.
Porque geralmente não é tão simples.
Porque uma justificativa (as vezes) não justifica.
Porque as vezes nem várias.
Porque sim não é resposta.



Porque são muitos porquês.

Demasia

Quando as pessoas não valorizam o que é seu e quando é a vez delas sabem bem exigir o valor que não souberam dar.

Isso, por vezes, magoa.

(Principalmente quando é com pessoas que são importantes para você...)

domingo, 3 de julho de 2011

ela ia..

Caminhou a noite inteira..
Sem rumo ela prosseguia..

Chegou onde menos esperava.
No lugar onde um dia desejou nunca ter saído

quinta-feira, 30 de junho de 2011

férias

E nesse inverno.

"O  que será que será?"

segunda-feira, 27 de junho de 2011

(Fruits Basket)

"(...)Às vezes o arrependimento deveria preceder as ações" Ayame

dois trechos de "todos os verbos"

"Errar é útil
Sofrer é chato
Chorar é triste
Sorrir é rápido
Não ver é fácil
Trair é tátil
Olhar é móvel
Falar é mágico
Calar é tático
Desfazer é árduo
Esperar é sábio
Refazer é ótimo
Amar é profundo"

"Pensar é ser humano
Fantasiar também
Nascer é dar partida
Viver é ser alguém
Saudade é despedida
Morrer um dia vem"


http://www.goear.com/listen/cfd0ad7/todos-os-verbos-zelia-duncan

recomendo ouví-los saltar pela Zélia [Duncan]

mágico

ela pensava nele..
chorava sua dor...
o telefone não parava de tocar, ela não queria atender imaginando quem poderia ser
era ele no telefone...

ela perdeu a chamada
ia fingir uma gripe com a voz de choro

....

e agora sim toca-lhe ao telefone quem não queria atender..

domingo, 26 de junho de 2011

Esse tempo...[nuvens..]

Hoje ele amanheceu comigo, nublado.
Tudo está em demasia confuso.
As coisas se fecham para poder buscar o que falta, o que faltou.
Gosto quando o tempo compartilha dos meus estados.
Por mais que não seja a intenção.
Por mais que não tenha a intenção.

Eu gosto de acreditar.
E acredito.

sábado, 25 de junho de 2011

Peças

[Grupo Clowns de Shakespeare, de Natal - RN, com a peça "Sua incelença, Ricardo III"]


E toda vez é a mesma coisa
Eu sempre volto assim das peças de teatro..
Quero cantar, quero dançar, quero atuar, quero fazer figurino...
Quero o mundo, não é mesmo?

Ao mesmo tempo que parece estar aqui, nas minhas mãos
me parece TÃO DISTANTE...

Fico pensando se é medo ou se é real.
Vergonha? Talvez.
Mas a vontade é sempre e cada vez mais forte que a vergonha.

Aquela luz de palco, estar lá, receber os aplausos ou as vaias, a reação do público, estar lá, do outro lado.
Saudade de subir num palco...

Sorrir ao final de tudo e depois de tantos ensaios, os minutos em cima do palco.. Os bastidores, a saudade quando tudo acaba e a cortina se fecha... Saudade dos risos, do esforço, do treino, do aprendizado, dos erros, de tudo que se passou no processo até chegar o grande dia: o dia da apresentação!

Peças..
me pregam essas peças sempre..
me alimentam o sonho.

Sendo que segunda... tudo recomeça. Dói.

Me peça, me implore, não funcionará..
Essa minha paixão.. essa minha esperança, o brilho nos olhos
o sorriso da alma.. o arrepiar da pele, a vontade de participar, de ser parte desse universo rico...

Posso nunca ter dinheiro tanto quanto eu gostaria, mas essa riqueza nunca me falhará, nunca me faltará. Morro por falta de dinheiro, não de sonhos. Morro quando o sonho se esgotar por aqui.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

so tired

eu não quero mais engolir esse mundo....

deixa eu cuspir ele..
chega de batatas...!

deixa eu deixar de fazer...
deixa eu ser livre..

e essa liberdade democrata falsa...
me mata.

condenados a ser livres.. é o que alguém disse que somos..
poisé.
merda de condenação.
se for essa liberdade. a grande e famosa liberdade.. puff...
ou somos muito burros ou cegos demais.

ou cansados.

é. talvez só cansados.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

ganância

Ganância
Ansiedades
Ganas de...
ânsia.

Cia.


E penso as vezes
que o mundo rodou tanto
mas ainda tem muito por rodar
que o mundo gira, gira e eu não chego até você.

Porque certas coisas demoram a acontecer..

Seja lá o que for.

terça-feira, 21 de junho de 2011

do msn da Maf:

frase do status:
"somos eternos insatisfeitos e por isso vivemos"

e não é que até que faz certo sentido?? ^~

*esperança

Línguas

[do Sketchbook de Titi Freak]

Ontem voltando para casa, de noitinha já..
Da rodoviária para o terminal de Londrina - PR.

Dentro do ônibus que vai da rodoviária para o terminal central:
Uma moça japonesa e um moço gaijin mesmo.(Brasileiro aparentemente, digo isso pela fisionomia)
Falavam só em japonês..
Primeiro aquela estranheza inicial, de ser algo diferente do que estou acostumada a ver e ouvir todos os "santos" dias.
Depois me bateu uma invejinha, um "também quero" falar assim, fluente, japonês.
Entender o que meus avós falam quando se empolgam contando uma história...

E me deu uma coisinha ruim dentro do sentimento de incompetência.
Comecei um curso de japonês básico na UEL, no Centro de Cultura Japonesa, isso logo no meu primeiro ano de faculdade, mas né.. não é tão simples quanto estudar inglês, espanhol, italiano, que o símbolo é o mesmo, as letras não são as mesmas no japonês.. A cultura é totalmente diferente da nossa aqui. E esses meus olhos puxados... As vezes sinto vergonha e nem sei direito dizer o por quê ou de onde ela vem... Talvez eu não queira descobrir, porque quem procura sempre acha. Não é mesmo?


Isso me lembra também o fim de semana que passei com o namorado em Maringá.
Curso de Medicina, intensivão de termos e matérias que nunca ouvi falar senão com ele.
Assim como ano passado me meti com o pessoal de Arquitetura da UEL para montar um evento juntos, eles também são um curso integral e puxado. Os termos são outros, a intensidade das conversas que envolvem discutir coisas dos cursos, trabalhos a entregar, seminários para apresentar. E ainda tem o curso de Música da UEL, que tive contato através do Projeto Sem Fronteiras que participei ano passado, conversando e convivendo com eles, percebi o quão distante somos mesmo sendo da "mesma área": Artes.

Faço Artes Visuais (Educação Artística com ênfase em Artes Visuais, enfim, que seja, é Artes).

Em como vamos nos alienando cada vez mais do universo total. Treinados para saber de sua área e não expandir. Expande quem consegue se desdobrar para conseguir fazer coisas além do seu próprio curso, tarefa admirável e nada fácil conforme os anos vão passando... Mas a meu ver: fundamental para uma integração e interação maior entre as linguagens usadas entre esses vários cursos que poderiam muito bem se unir, se movimentar, trocar informações, técnicas, trabalhos, palestras, conhecimento, dúvidas.

Esse negócio de "Universidade", esse nome, pra mim, é muito do ilusório, falso, não verdadeiro, não condiz com a realidade de dentro da Faculdade de verdade. Talvez nos sonhos, nos filmes norte-americanos (alguns, não todos), ou na cabeça de quem pensa que isso é lugar de gente educada e bem instruída, é mais um "cada um por si" do que qualquer outra coisa.

O que me lembra a fala de uma das melhores professoras do curso, que disse para a minha sala no primeiro dia de aula: "Quem faz a universidade é o estudante, não é mais ninguém. São vocês!" Se não fizermos nada, nada funciona, ou tenta-se funcionar capengando do jeito que sempre foi. Nenhuma melhora, nenhuma crítica que funcione, nada. Certas coisas são revoltantes, mas por falta de força, a coisa morre antes de começar a acontecer alguma mudança significativa. Ou é mais uma coisa de "como me sinto", talvez eu tenha feito alguma coisa, afinal. Além de reclamar. Coisa mais clichê de se dizer.

Enfim, essa divergência de linguagens que se cria dentro de uma universidade, é realmente triste de se ver, dificulta a comunicação entre cursos distintos. E os assuntos comuns a todos, quase ninguém se interessa. Sempre minoria. Minoria importantíssima, por sinal. Muito trabalho pra pouca gente, sempre assim. E vamos nós com tantas palavras clichês: "sempre". Indicação de falta de esperança e cansaço. Passo a bola.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

sacada



equilíbrio
balança
signo
significado

equilibra
equiLIBRA
libra!

libra

a curiosidade move
e o medo trava.

o que equilibra tudo é....?

O que eu. Projeto.

(Feito no paint, por mim mesma)



O que eu protejo
é o rosa da figura
a primeira camada

O isolamento
para melhor cuidar 
do que me é mais raro..

O instinto de não-ser
o que mais me expõe.
Recolhimento.

O que se chora
é o proibido.
Não há leveza nesse processo.


trans_formAção

E se sou feita pra mudanças
por que será que elas me assustam tanto?....





medo.

do desconhecido...

dividir

chega uma hora em que você não sabe o que você pode
e o que não pode ou deve dividir..

problemas
alegrias
vitórias
derrotas
lembranças
fantasmas
carinhos
desejos
medos
planos
mais medos
doença
saudade
insegurança
idéias
metas





tem coisa que é só nossa
tem coisa que pode ser do outro
tem coisa que não pode.

com
partilhar (?)

de
ver.........


divi[das]
dir[ia]
di[zer]
vi dir[eção]

os olhos mudam
a cada encontro.
o eu no outro.

tudo se transforma







as coisas mudam

sábado, 11 de junho de 2011

nome, meu e de tantas outras...

VANESSA
Vá nessa
Vá.
n
essa
vá n
vá! essa!
VA. N. Essa
N.
Avessa
Nessa
asa





V.

Inda levo

Porque a palavra "indelével" é realmente divertida
Inda levo
Indelével
       lével..
indo..
       leva..
in - negação
não-levo
não-leve
não-leva não..

quase um pedido
quanta delicadeza e mistérios para uma palavra..

quarta-feira, 8 de junho de 2011

semana longa

Foto: Vanessa Komatsu



E nunca uma semana demorara tanto a passar como aquela.
O telefone não tocava.
A caixa de emails vazia.
Nada além de contas que apareciam por debaixo de sua porta.
As músicas não lhe faziam não sentir aquilo forte.
Sem tempo pra filmes ou pra deitar e pensar em nada.
Descansar com calma a alma..
Deixar o tempo lhe consumir a luz do dia.
Deixar a noite vir lhe convidar...
pra sair.

A feira da lua acontecia.
O festival de teatro da cidade acontecia.
E ela ali, sem grana, sem ganas de querer ousar.
Ir além do que pudera antes.
Porém, não mais.

Quanto tempo demora pra melodia acontecer
e pra voltar a acontecer...?

Se pergunta 'e as minhas brechas?'
O espaço das bolhas de sabão coloridas e transparentes... leves.
E os olhares sempre tão brilhantes, quase dançantes.. suaves.

Era nessas horas em que se encolhia,
abraçava seu próprio corpo,
na solidão de seu espaço também vazio..
Procurava o que faltava..
Não achou.

Fechava seus olhos..
Daí então, viajava, entre nuvens e ar,
ao encontro dos seus queridos,
dentre tantos, amigos, amantes, familiares, passantes.

Abraçava cada um com o carinho maior do mundo.
E depois de recarregar-se, voltava.

Rotina cansa

casa do tio

Quando ele falava da casa do tio
Ela sempre imaginava pilhas de livros pela casa inteira
paredes de livros

como se fossem colunas que brotavam do chão
como que fizessem parte da arquitetura da casa..

aquela luz meio amarelada
uma ambientação avermelhada de papéis de paredes velhos..

que gostoso isso de imaginação...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

"Quando ela dorme em minha casa
o mundo acorda cantando."


Zeca Baleiro 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

anotação da caderneta 2011

Fazia TEMPO que eu não andava tão devagar.

Dá pra ver o quanto as pessoas
correm
não só pra atravessar a rua

pra atravessar a vida.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Aquela poesia engasgada.
Cospe e não sai nada.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Manifesto do coração

Foto: Vanessa Komatsu


E o fogo está esquentando.
O negócio tá correndo
tanto quanto as máquinas
tanto quanto queremos parar e respirar um bocado de ar puro.
Respirar fundo
ter tempo de pensar em respirar.
A coisa está feia.
O "vandalismo" pede amor!
A cidade pede para ser "limpa"
por lei, pelo prefeito, pela "beleza"
e a limpeza do excesso de imagens em outdoors pela cidade
ninguém limpa, né?
Essa mecanicidade das coisas está incomodando. Fato.
Desde quando começou, desde a Revolução Industrial
artistas já se revoltavam, surtavam, chamavam a atenção, 
mas ninguém parou para ouvir, ninguém tem força suficiente para continuar contra o sistema.
Quem tentou, foi engolido, englobado, fagocitado pelo sistema. 
Quem se exclui ou foi excluído tem muito mais desvantagens que vantagens e ninguém parece se importar com eles.
Mas esse sistema está enfraquecendo as 'pessoas' que cria.
Falta amor.
Falta sensibilidade, falta HUMANIDADE nessas novas e talvez tão velhas gerações..
O que se passava de pai pra filho, as tradições foram perdidas
pela falta de tempo, este tomado pelo tempo dedicado para se conseguir o "pão de cada dia".
Os valores de direitos e deveres estão ultrapassados, 
o lance hoje é desrespeitar, está na moda.
É sujar a rua, é cuspir no outro sua podridão, é não saber o que fazer e não se importar com isso.
Manifesto do coração!
Essa é a apelação que faço:
Mudemos!
Façamos uma Nova Revolução!
Uma Revolução Interna!
Assim, expandiremos para o externo,
contaminando aos poucos, quem sabe, essa geração que nos rodeia..
De velhos conceitos perdidos, de idosos sem esperança e sem vida, 
de adultos frustrados, de adolescentes perdidos, de crianças desorientadas, abandonadas..
E "sigam-me os bons!" E os "maus" também.
E os péssimos, os ruins, os ótimos, os palhaços, o público, e...
e VOCÊ!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Tempo

faz sinal de 'Tempo' com as mãos
como o "pausa" para a brincadeira

porque a coisa ficou séria.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Companhia

Sabe quando as vezes você quer estar só?
A sensação de ser impossível de estar acompanhado.

De não querer 'contaminar'.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

quem ama..

tenta ao seu modo, cuidar.
mas vezes não consegue e falha.
porque acho que é normal se descuidar.

vez ou outra, pisar em falso



não.




é.
eu sei.
existem casos e acasos..
e como não acredito em acasos, existem os casos.
e são tantos...

à moda da casa!

vamos viver o nosso tempo!

quando você vem
e de mansinho me conquista a confiança
aquele olhar, aquela entrega
com aquele abraço vem sorrateiro
me toca alma, me laça, me enlaça
nada que se diga derradeiro..
me tempera, completa, me valsa
uma dança que tem o nosso tempo
de espera, contemplação, carinhos

o tempo nos respeita

e assim a gente não desespera
nem se peita, com tudo que isso gera

respiro
um tempo nosso
amanhã

e o tempo volta a ser outro
por dois dias inteiros

nós.
tanto dois quanto os que seguram esse tempo
do jeito certo
certeiro
que de outro
nem ponteiro
nem porteiro
saberia tal precisão

sabemos o 'porque'
é simples.. não tem segredo:
só estender a mão.

domingo, 15 de maio de 2011

A Tris

Foto: Vanessa Komatsu


"Vai passar.. esse mal estar, esse nó na garganta.." Casuarina

E tem dias que a gente acorda assim. Acorda querendo enganar o sono, dormir mais um pouco pra ver se passa.. 
Daí essa coisa no peito que não sai, não passa. 
Os riscos no rosto, a lágrima que, seca, escorre e rasga igual à lágrima que molha.
A tela é meu rosto. Pintura pra mim só assim.
Opto pelo Bobo ao Cínico, pra me vestir, assim, tinta, rosto, expresso, explicitado.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

o contra e o verso

engraçado essa coisa da gente falar pro outro pra se colocar no nosso lugar, né?

porque se for pensar MESMO
as vezes a gente não se coloca no lugar da pessoa pra pensar o porque ela mesma pensa assim

e fato.
faz muito sentido, as vezes, a pessoa pensar como pensa, principalmente depois de jogar a bola pra você de volta "pense você no meu lugar..."
e sim, mas as vezes o inverso não ocorre, o porque da pessoa ter falado aquilo a ponto de você jogar a questão do "pense você no meu lugar"
mas a gente se coloca mesmo no lugar da pessoa que disse ou fez a coisa que desagradou ou se discordou?

muitas vezes não.

a não reciprocidade das coisas é o problema.

enfim.

por hoje basta.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Existe lei (que funcione) que multa, pelo menos, pessoas que riscam ou causam danos a livros públicos?

terça-feira, 26 de abril de 2011

Gigante na caixa

Foto: Vanessa Komatsu

Me sinto como se o estômago da vida estivesse cheio, e eu no meio do bolo, sem poder me movimentar direito lá dentro.
Como se a força maior, independente de qual seja, estivesse testando minhas forças, se é mais forte que a própria dificuldade, pra ver qual o tamanho da minha vontade. 
Claro! Quero e faço para ser mais! Mas, no entanto, "devia" ser menos devido minhas circunstâncias.
Me sinto um gigante em meio a uma caixa menor que eu para me adaptar e conseguir sobreviver. É como se eu não entrasse nessa caixa, dessa fase não poderia passar. Tipo vídeogame,com o adendo de ser na vida real.


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Tropeço

Eu tinha um amigo na escola de inglês com esse "nome".
Saudade daquele lugar, me divertia, não aprendi muita coisa, mas me diverti bastante!

Mas não era isso que eu ia falar.
Sobre tropeçar.
Na verdade, é mais sobre o fato de perceber em certos atos, ou relacioná-los a coisas da vida, (e quando falo "coisas da vida" me sinto uma velha caduca à beira da morte, mas enfim) como o tropeço.
Ontem eu tropecei.
E começo sempre a pensar sobre depois do susto.
Penso no porquê?
É como se fossem sinais da própria vida indicando coisas dela mesma pra mim.
Eu tropecei, mas dessa vez, apesar do susto, eu não caí!
E fato, o que estava acontecendo, amorosamente e em assunto "família", era bem isso que estava acontecendo, talvez um tanto profissionalmente também, mas esse último tenho dado mais conta que os outros dois primeiros. Pelo fato do último ser mais mecânico e menos humano do que os dois primeiros.

Esse post era mais pra compartilhar desse meu "relacionar" de fatos/atos/gestos com a vida em si.
E na verdade, o começo do texto perde sentido com a minha repentina lembrança da palavra certa: escorregar. Que me parece pior que tropeçar.. Enfim, isso dá pano pra outro texto. Deixa pra lá ou pra depois.
Compartilhado. [curtir]

terça-feira, 19 de abril de 2011

Corrida para não se sabe onde



Ela precisava correr, não importava muito para onde iria, só precisava correr
Contra si mesma, contra suas vontades.
Se contrariar.
Correr contra si mesma era se encontrar.
Correr de si mesma era um erro, era adiar.
Correr de desejos tão seus era um fatigar tardio, retardatário, doente.
Encheu a boca para dizer de sonhos, com voz de poesia,
enquanto o outro lado do corpo sangrava
fingindo ser com maestria,
o que já não o era, nunca foi, quem dera ser.

A rotina das coisas nunca foi a cara dela.
A retaliação dos tempos diversos, a confusão, a poeira levantada,
como neblina de noite, na estrada
Como se já de mão única, não teria como escapar
o caminho estava só, sem opções diversas dessa vez.

Mas ela, como toda boa artista,
cria, ou pensa que cria, transforma.
Recria, relê, refaz, recomeça
O que nunca terminou.. nunca terminará.
O amor sentido.
O amor perdido.
O amor que arde, o amor que pulsa, o amor que expulsa.
O amor que fugidio, escorrega, tropeça
A palavra cega, o passo em falso, o desconversar.
O não verso, a não prosa.

O fim para um novo começo.