quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Ódio liga mais os Indivíduos que a Amizade
O ódio, a inveja e o desejo de vingança ligam muitas vezes mais dois indivíduos um ao outro do que o podem fazer o amor e a amizade. Pois está em causa a comunidade de interesses interiores ou exteriores e a alegria que se sente nessa comunidade - onde é muitas vezes determinada a essência das relações positivas entre os indivíduos: o amor e a amizade - é sempre relativa e não é em nenhum caso um estado de alma permanente; mas as relações negativas, essas são, a maior parte das vezes, absolutas e constantes. O ódio, a inveja e o desejo de vingança têm, poder-se-ia dizer, o sono mais ligeiro do que o amor. O menor sopro os desperta, enquanto que o amor e a amizade continuam tranquilamente a dormir, mesmo sob o trovão e os relâmpagos.

Arthur Schnitzler, in 'Relações e Solidão'

O Ódio Limita o Indivíduo
A inveja e o ódio, mesmo se acompanhados pela inteligência, limitam o indivíduo à superfície daquilo que constitui o objecto da sua atenção. Mas, se a inteligência se irmana com a benevolência e com o amor, consegue penetrar em tudo o que nos homens e no mundo há de profundo. E pode mesmo acalentar a esperança de atingir o que possa haver de mais elevado.

Johann Wolfgang von Goethe, in 'Máximas e Reflexões'

,,,,, tropeços



Ódio


ódio é um sentimento intenso de raiva. Traduz-se na forma de antipatiaaversãodesgostorancorinimizade ou repulsa contra uma pessoa ou algo, assim como o desejo de evitar, limitar ou destruir o seu objetivo.
A palavra tem origem no latim odiu.
O ódio pode se basear no medo a seu objetivo, já seja justificado ou não. O ódio é descrito com frequência como o contrário do amor, ou a amizade; outros, como Elie Wiesel, consideram a indiferença como o oposto do amor.
O ódio não é necessariamente irracional. É razoável odiar pessoas ou organizações que ameaçam ou fazem sofrer.


Raiva e ódio

O Ódio é mais profundo que a Raiva. Enquanto a Raiva seria predominantemente uma emoção, o Ódio seria, predominantemente, um sentimento. Paradoxalmente podemos dizer que o ódio é um afeto tão primitivo quanto o amor. Tanto quanto o amor, o ódio nasce de representações e desejos conscientes e inconscientes, os quais refletem mais ou menos o narcisismo fisiológico que nos faz pensar sermos muito especiais.
Assim como o amor, só odiamos aquilo que nos for muito importante. Não há necessidade de ser-nos muito importantes as coisas pelas quais experimentamos Raiva, entretanto, para odiar é preciso valorizar o objeto odiado.
A teoria do Sujeito-Objeto, diadaticamente coloca a idéia de que existem apenas duas coisas em nossa existência, eu, o sujeito e o não-eu, o objeto. E tudo o que sentimos, desde nosso nascimento, são emoções e sentimentos em resposta ao objeto. Para que essa teoria possa ter utilidade é imprescindível entendermos o objeto como tudo aquilo que não é eu, mais precisamente, tudo aquilo que não é minha consciência.
Assim sendo teremos os objetos do mundo externo ao sujeito, que são as coisas, os fatos, os acontecimentos, e os objetos internos, que são nossos órgãos, nossa bioquímica, etc. Podemos sentir raiva, e outros sentimentos, em resposta a algum objeto externo (pessoa, trânsito, time de futebol…) ou sentir ansiedade, e outros sentimentos, em resposta a algum objeto interno (hiperteireoidismo, diabetes, TPM, etc…).
Mas, de qualquer forma, o mundo objectual (do não eu) só pode ter valor se o sujeito o atribui. Para o sujeito nutrir sentimentos de ódio, é indispensável que atribua ao objeto de seu ódio um valor suficiente para fazê-lo reagir com esse tipo de sentimento. Obviamente, se ignorar o valor do objeto não poderá odiá-lo.
Em termos práticos podemos dizer que a raiva, como uma emoção, não implica mágoa, mas em estresse, e o ódio, como sentimento, implica uma mágoa crônica, uma angústia e frustração. Nenhum dos dois é bom para a saúde; enquanto a raiva, através de seu aspecto agudo e estressante proporciona uma revolução orgânica bastante importante, às vezes suficientemente importante para causar um transtorno físico agudo, do tipo infarte ou derrame (AVC), o ódio consome o equilíbrio interno cronicamente, mais compatível com o câncer, com arteriosclerose, com a diabetes, hipertensão crônica.








copiado da Wikipedia

terça-feira, 16 de novembro de 2010

de todos, a cor que ficou.

já estive com o dia,
queimou minha pele.

bronzeado de nublado
meus dias em anos..
estive junto, sofri. amei.

já estive com dias confusos.

conheci o entardecer..
amanheci.

a noite chegou a pouco
me tomou os dias
eu quase enlouqueci
só se fez boa na primeira companhia.

o que sobrou de mais belo
desejo ter de novo
meu entardecer.
e de novo, poder amanhecer.

macia, delicada, suavemente perfumada de sono
te acordar com beijos para um dia novo.
renascer.

domingo, 14 de novembro de 2010

tempo será, tem de ser..

tempero com paixão os meus olhos,
que já me entregam sem permissão
cheios de algo que nem sei...

mais forte que minha força contrária a emoção.
deixar rolar, será, então?

fico pensando no pôr-do-sol...
motivos para te ver
uma caminhada perto da sua casa
um convite
um despudor
uma visita..

rendada de uma gira
que me enlouquece de risinhos perdidos
e contorções do corpo
mordida nos lábios
ao lembrar tua voz em conjunto, tuas palavras
teu gesto, tua feição, tua paixão.

já se tornou minha.
Haja coração!

sábado, 13 de novembro de 2010

sonho que virou delírio

que o dia virara noite
todos os dias.

a noite invadia suas tardes
manhãzinha ainda era noite..
mal acordava e a noite vinha
pensamentos pernoitavam o dia inteiro

e a noite a perseguia
obsessão

daquelas paixões arrogantes
prepotentemente tomando conta
de tudo que possa tomar..
e que não possa também.

o espaço das coisas inexiste
rasga desejos intensos de uma noite por dia.
e o dia nunca mais teve essa noite.
talvez nunca mais a verá noite.

e noite demora a chegar
e pra ir embora... nem se fala!
demora mais ainda.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Aniversário

Ano passado que passei a gostar dessa data.
Dia 12 de novembro.
Dia no qual nasci.
Ano de 1988.
Portanto, 22 aninhos este ano..

Muitas pessoas queridas me desejando felicidades e muitas coisas boas como
saúde, amor, paz, sorrisos, coisas bacanas, tintas, artes, dinheiro, sucesso, ...

Desejo de volta e em dobro!

Quando passei a olhar e focar mais as coisas boas,
as coisas sim BOAS pelas quais passei, proporcionei passarem,
escolhi passar, vivi, senti, respirei..

do que as coisas ruins.

O peso somos nós que damos.
Colocamos mais ou menos peso ao que pesado já é.
A vida não é fácil e ninguém disse que seria. Disse?
Não pra mim.

Minha vó dizia: "Casa com homem rico, Vanessa! Pra poder viajar bastante!" (ela é doidinha por uma viagem)
Nunca viajei tanto quando estive solteira!
Depender de gente pra ser feliz e fazer as coisas que se quer é tenso e eu tô fora, hein?

Pai ligou de Amsterdã.
Mãe de São José dos Campos.
Recados carinhosos de pessoas que mal me conhecem de abraço.
Outras de mais que amassos e tantos anos passados..
Recados, amigos, queridos.
Pessoas amadas, mais que desejadas o melhor, o maior bem do mundo!
Desejando o mesmo pra mim.
Quer coisa melhor?
Que reunir tanta coisa boa num dia só?

Seria bobagem ignorar tudo isso e me dar ao luxo de me dizer triste num dia de sol!

Me poupo de ser triste.
Pelo menos, por hoje:
vou ser mais feliz do que a felicidade permite!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

matutando..

o que se perde se perdoado?
reações químicas do corpo..
baile de sangue quente em veias pulsantes
olhos fechados
som ambiente
ambiente pequeno
pequeno desvio da rotina sem graça
a graça de perder o sentido...
o sentido que não tem sentido algum...
algum lugar sem lugar pra se encaixar
coisas fora de caixotes..
explodem para fora do senso........
enfim

nada comum..