ainda presa e perdida entre os pertences e não pertences
o lugar a que não pertence, que nunca teve segurança suficiente para enfrentar enquanto seu.
os costumes a corrompem.
a solidão que apavora.
as flores lhe fazem companhia assim como o bracelete que ganhara para achar sua fortaleza, ou alguma primeira desculpa.
pra começar.
algo pra lhe dar força
inventar motivos, só que dessa vez pra enfrentar o que for.
ela mesma.
ressignificações.
assim vamos.
saudade do que não há, não está.
óbvio, sabe-se disso.
vontade de fuga para qualquer lugar que não nela mesma. esse lugar vazio e pronto ao mesmo tempo.
qualquer voz que a ajude a se construir, como vê acontecer com tantos por aí.
espera o começo das aulas. muito por desespero do que por desejo.
ver pessoas, mesmo que as que um dia rejeitou de alguma forma. não serviam.
superação. muito além da simples e depois muito complexa anulação do seu próprio eu, a sua mais delicada beleza que quer explodir de si mesma.
as flores que sempre cheiram para fora de seus gestos quando alguém lhe chega perto.
o botão que insiste em se conter em abrir ao ver o sol chegar.
ainda noturna.
o carinho pelo que foi ainda lhe resta.
deixou ir, mas prega seus pés no chão para não cair. prende suas mãos também.
por hora dói. e só dói. a ansiedade, o desamparo, a carência doentia, porque faz mal.
e as tarefas são tantas. dentro e fora de casa.
hora de rever os conceitos. do que foi, do que quer que seja de fato.
e a maneira de como fará daqui pra frente.
enfrentamento.
buscar coisas e mais ainda, que lhe interessem para si mesma, pra mais ninguém.
ao som de Ceumar ela começa a reassumir seus sentimentos e profundezas. quer não voltar a ser doente, mas quer voltar a ser gente.